24h sem esgoto mudariam cidade | Atibaia Saneamento
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24h sem esgoto mudariam cidade
14 de julho de 2026
Imagine abrir a torneira, tomar banho, lavar a louça ou acionar a descarga sem que o esgoto produzido tenha um destino adequado. Em apenas 24 horas, Atibaia já enfrentaria um cenário completamente diferente do atual. Mau cheiro em diversas regiões, extravasamentos na rede, contaminação de cursos d'água, aumento do risco de doenças e prejuízos para empresas fariam parte da realidade do município.
Embora essa situação seja apenas um exercício teórico, ela demonstra como um serviço de infraestrutura quase invisível no dia a dia sustenta o bem-estar da população e o desenvolvimento local.
"Se isso acontecesse, acho que as pessoas ficariam bem transtornadas. No começo, muita gente ia tentar aguentar até o serviço voltar ao normal. Eu, por exemplo, sempre coloco um pouquinho de água sanitária no saco de lixo para evitar larvas, principalmente no calor. Só de imaginar um dia sem esse serviço já dá para perceber como ele faz falta", relata Therezinha de Siqueira Aidar, 71 anos, moradora do Jardim dos Pinheiros.
Sem a coleta e o tratamento adequados, os efluentes passariam a alcançar rios e córregos após deixar de passar por qualquer processo de descontaminação. Além dos danos aos ecossistemas, esse cenário comprometeria a qualidade da água, ameaçaria a biodiversidade e aumentaria os riscos para comunidades que dependem desses recursos naturais.
Os impactos também chegariam rapidamente à saúde pública. A exposição ao esgoto favorece a transmissão de enfermidades de veiculação hídrica, como hepatite A, gastroenterites, leptospirose e infecções causadas por parasitas, elevando a pressão sobre os serviços de atendimento médico.
A atividade econômica sentiria os efeitos na mesma velocidade. Restaurantes, hotéis, comércios, indústrias e diversos prestadores de serviços poderiam enfrentar dificuldades operacionais em razão das condições sanitárias inadequadas. Além disso, a degradação ambiental reduziria o potencial turístico do município e elevaria os custos destinados à recuperação de áreas afetadas.
Esse cenário ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário nacional. Dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), divulgados em 2026 e reunidos pelo Instituto Trata Brasil, mostram que apenas 51,8% do esgoto gerado no país recebe tratamento. No mesmo período, o Esgotômetro da entidade já contabiliza mais de 980 mil piscinas olímpicas de esgoto lançadas na natureza somente neste ano, número que evidencia a dimensão dos desafios enfrentados pelo setor.
Em Atibaia, a realidade é outra graças aos investimentos realizados na expansão e na modernização do sistema de esgotamento sanitário. Atualmente, a operação reúne mais de 146 mil metros de redes coletoras, quase 12 mil metros de coletores tronco, mais de 17 mil metros de linhas de recalque, três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e 19 unidades elevatórias.
"Grande parte das pessoas só percebe o valor do saneamento quando imagina sua ausência. Um único dia sem esse serviço seria suficiente para comprometer a saúde, afetar o meio ambiente e gerar prejuízos para toda a cidade. Nosso compromisso é garantir uma operação segura e eficiente para proteger os recursos naturais, fortalecer o desenvolvimento do município e oferecer mais qualidade de vida à população", afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.