A poluição que ameaça rios e nascentes começa nas cidades | Atibaia Saneamento

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A poluição que ameaça rios e nascentes começa nas cidades

A poluição que ameaça rios e nascentes começa nas cidades

22 de junho de 2026

A maioria das pessoas enxerga rios, praças arborizadas e áreas verdes como símbolos de preservação ambiental. O que poucos percebem é que parte dessa proteção depende de uma estrutura invisível, instalada sob as ruas. Quando a coleta e o tratamento de esgoto não acontecem de forma adequada, os impactos alcançam córregos, contaminam o solo, prejudicam ecossistemas e comprometem recursos essenciais para o futuro das cidades.


Dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil em 2025 mostram que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à coleta adequada de esgoto. O levantamento também aponta que apenas 51,8% do volume gerado no país recebe tratamento antes de retornar à natureza. Como resultado, uma enorme quantidade de resíduos segue despejada diariamente em córregos, cursos d’água e áreas naturais, reduzindo a qualidade ambiental e pressionando ecossistemas.


Outro estudo do Instituto Trata Brasil reforça a dimensão desse cenário ao revelar que, somente no primeiro mês de 2025, o equivalente a mais de 162 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento foi lançado no meio ambiente em todo o Brasil. O impacto atinge mananciais, áreas de preservação, espécies aquáticas e a disponibilidade hídrica para as próximas gerações.


“Percebemos uma cidade mais limpa, com mais cuidado com as áreas verdes e maior preocupação em preservar os recursos naturais. O tratamento adequado da água e do esgoto faz diferença direta na qualidade de vida da população e ajuda a garantir o abastecimento para os próximos anos”, afirma Priscila Coelho Capello, 23 anos, moradora do Centro de Atibaia.


As consequências vão além da saúde pública. A contaminação dos corpos hídricos desequilibra ecossistemas, dificulta a recuperação de nascentes, intensifica a degradação urbana e amplia riscos relacionados à escassez de água. Em períodos de estiagem, a conservação das fontes de abastecimento depende cada vez mais da qualidade desses ambientes.


Nesse contexto, o saneamento básico assume papel essencial na proteção ambiental. A ampliação das redes de coleta e das estruturas de tratamento reduz a carga de poluentes lançados na natureza, favorece a recuperação dos recursos hídricos e fortalece a segurança ambiental dos municípios.


“Quando falamos sobre preservação ambiental, muitas pessoas pensam apenas em áreas verdes e recursos naturais. Mas a proteção do meio ambiente também passa pelo saneamento. Cada avanço na coleta e no tratamento de esgoto representa menos poluição nos rios, mais proteção aos mananciais e mais qualidade de vida para toda a população. Investir em saneamento é investir diretamente no futuro das cidades e na conservação dos recursos que sustentam as próximas gerações”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.

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