Da casa ao rio: tratar é essencial | Atibaia Saneamento
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Da casa ao rio: tratar é essencial
25 de fevereiro de 2026
A existência de rede de esgoto na rua representa um avanço urbano relevante, mas não encerra o processo de saneamento. O serviço só é completo quando, além da coleta, ocorre o tratamento antes da devolução da água à natureza. A coleta acontece com a ligação do imóvel ao sistema público. A água utilizada em banheiros, cozinhas e áreas de serviço percorre tubulações subterrâneas até estruturas maiores do sistema, o que impede a exposição do esgoto em vias, valas ou galerias de drenagem.
Depois dessa etapa ocorre o tratamento. O material segue até a Estação de Tratamento de Esgoto, onde resíduos sólidos são retirados e microrganismos degradam a matéria orgânica. Ao final, o efluente apresenta qualidade adequada para retorno aos cursos d’água conforme padrões ambientais.
Sem essa fase, a poluição permanece. O esgoto transporta bactérias, vírus e parasitas, reduz o oxigênio da água e prejudica a vida aquática. A contaminação também favorece enfermidades de veiculação hídrica, como diarreias infecciosas, hepatite A e verminoses, além de provocar odores e degradação ambiental. Em outras palavras, coletar sem tratar apenas muda o problema de lugar; tratar é o que de fato protege a população e os rios.
“Hoje a gente percebe a diferença. O sistema de esgoto funciona bem e quase não traz transtornos. Em dias muito quentes, pode surgir algum odor, mas é algo pontual. No geral, o serviço trouxe mais tranquilidade e melhorou a rotina no bairro”, afirma Dorivaldo Turíbio, 67 anos, morador do bairro Recreio Estoril, atendido pela ETE Estoril, cuja segunda fase foi inaugurada em 2022. A unidade possui capacidade de vazão de 300 litros por segundo e beneficia aproximadamente 85 mil moradores.
O desafio ainda é nacional. Segundo um estudo produzido pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), em 2025, aponta que 80,8% dos municípios têm possibilidade de atender ou jácumprem às metas legais de abastecimento de água. No esgotamento sanitário, o índice é de 74,5%. O levantamento mostra ainda que 1.421 cidades não possuem metas contratuais de universalização do esgoto, realidade que afeta cerca de 34,8 milhões de pessoas. A legislação determina que o serviço alcance 90% da população até 2033.
Onde o ciclo ocorre de forma integral, os resultados aparecem rapidamente. A redução da carga poluidora melhora a qualidade dos rios, contribui para a preservação ambiental e diminui riscos à saúde pública, refletindo diretamente no bem-estar da população. “O saneamento não termina quando o esgoto sai das residências. A coleta é apenas a primeira etapa. O tratamento é o que realmente reduz a poluição, protege os rios e evita doenças. Por isso, investimos continuamente para garantir que todo o sistema funcione de ponta a ponta, com benefícios concretos para a população”, afirma Mateus Banaco, diretor-geral da Atibaia Saneamento.
O correto funcionamento do sistema também depende da adesão dos imóveis à rede disponível. Com coleta e tratamento em operação conjunta, a cidade ganha rios mais preservados, menos riscos sanitários e melhor qualidade de vida para seus moradores.