Projeto Iguapé aproximou mais de 1,2 mil estudantes de Francisco Beltrão e Guaraniaçu | Iguaçu Saneamento

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Projeto Iguapé aproximou mais de 1,2 mil estudantes de Francisco Beltrão e Guaraniaçu

Projeto Iguapé aproximou mais de 1,2 mil estudantes de Francisco Beltrão e Guaraniaçu

03 de julho de 2026

Transformar educação ambiental em uma experiência imersiva foi a estratégia adotada pelo Projeto Iguapé para aproximar estudantes do Ensino Fundamental II e Médio de temas como água, saneamento básico e preservação ambiental que, muitas vezes, parecem distantes da realidade dos adolescentes. Mas a nova metodologia passou pelo teste das salas de aula na última semana e recebeu aprovação de alunos e educadores durante quatro dias de atividades realizadas em quatro colégios estaduais de Francisco Beltrão e Guaraniaçu. Em vez da tradicional palestra sobre meio ambiente, os estudantes embarcaram em uma experiência que uniu realidade virtual, atividades práticas, experimentos, arte e tecnologia dentro da própria escola, mostrando na prática como o saneamento faz parte do cotidiano e da qualidade de vida de todos nós. 

"O conteúdo trabalhado nas oficinas veio somar de forma muito positiva com o conteúdo que trabalhamos em sala de aula. Além de ser um tema de extrema relevância para a sociedade, trouxe dinamismo para a escola", avaliou a diretora auxiliar do Colégio Estadual Desembargador Antônio Franco Ferreira da Costa, Tatiane Zanin.

Desenvolvido pela Iguaçu Saneamento, em parceria com a Sanepar e executado pelo Instituto Caravana, o Projeto Iguapé passou por quatro colégios estaduais, sendo três em Francisco Beltrão e um em Guaraniaçu, entre os dias 30 de junho e 3 de julho. Ao todo, 1.210 estudantes participaram das atividades, superando a expectativa inicial de público e vivenciando uma abordagem prática sobre temas que nem sempre são facilmente compreendidos apenas no ambiente escolar.

Aprendendo na prática
Segundo a coordenadora de Qualidade e Meio Ambiente da Iguaçu Saneamento, Thainara Quadros, a metodologia foi inspirada no modelo STEAM, que integra Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática para estimular o pensamento crítico e a aprendizagem por meio da experimentação. "Em vez de apenas ouvir sobre o tema, os estudantes puderam participam de um circuito com cinco estações interativas, cada uma abordando um aspecto diferente da relação entre água, meio ambiente e saneamento". A proposta, lembrou, está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente aos Temas Contemporâneos Transversais relacionados ao meio ambiente, saúde, cidadania e ciência e tecnologia, reforçando conteúdos já trabalhados pelas escolas.

Na estação de realidade virtual, os alunos percorreram rios e conheceram os impactos da poluição sobre os recursos hídricos em uma experiência imersiva. Já na atividade da Pegada Hídrica, descobriram quanto de água consomem diariamente, direta e indiretamente, refletindo sobre hábitos de consumo. No laboratório, acompanharam o caminho da água desde a captação até o tratamento do esgoto, entendendo como o saneamento contribui para a saúde pública e a preservação ambiental. O circuito ainda contou com atividades artísticas e uma aula-show que abriu espaço para reflexões sobre o papel de cada pessoa na conservação dos recursos naturais.

Proposta que foi muito bem recebida pela comunidade escolar. Para o diretor auxiliar do Colégio Estadual Reinaldo Sass, de Francisco Beltrão, Ronaldo Schauss, a metodologia conseguiu envolver os estudantes de uma forma diferente da rotina escolar. "O feedback dos professores foi maravilhoso. Os alunos ficaram muito contentes com o projeto e envolvidos nas dinâmicas. Foi uma experiência diferente do cotidiano deles, que agregou muito às atividades já desenvolvidas pela escola e ao processo de aprendizagem". Projeto que, na avaliação da diretora do Colégio Estadual Léo Flach, também de Francisco Beltrão, Edna Mocellin, deve continuar. "É uma forma dinâmica e atrativa de unir conhecimento e realidade. Somos gratos por termos feito parte da ação e esperamos que o projeto continue e retorne".

Investimento a longo prazo
A proposta do Projeto Iguapé é fazer com que o aprendizado sobre água e saneamento ultrapasse o período das oficinas e acompanhe os estudantes no dia a dia. Para o gerente de Operação e Engenharia da Iguaçu Saneamento, Robson Fernandes Moro - que acompanhou as atividades - o formato adotado pelo projeto torna esse aprendizado mais leve, próximo da realidade dos jovens e capaz de despertar o interesse por um tema essencial para a sociedade.

"Quando o estudante entende de onde vem a água, para onde vai o esgoto e qual é o papel de cada pessoa nesse ciclo, ele passa a enxergar o saneamento de outra forma. Normalmente pensamos apenas na água chegando às nossas casas, mas entender esse ciclo completo faz perceber ainda mais a complexidade e a importância do saneamento para a saúde das pessoas e para a preservação do meio ambiente".
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