Iguá reforça agenda de universalização no 10º ENA | Iguá SA
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Iguá reforça agenda de universalização no 10º ENA
17 de agosto de 2026
São Paulo, agosto de 2026 – Nos dias 13 e 14 de agosto, a Iguá esteve presente na 10ª edição do Encontro Nacional das Águas (ENA). O evento, realizado em São Paulo, em conjunto com o Saneamento Brasil Summit, celebrou os 30 anos da ABCON (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), e reuniu os principais atores do setor para construir a agenda de modernização da infraestrutura de saneamento.
Nosso diretor executivo Financeiro, João Luiz Guillaumon Lopes, e nossa diretora executiva Operacional, Paula Violante, representaram a Iguá nos painéis “Estruturação de capital e financiamento para a universalização” e “Resiliência da Cadeia Produtiva do Saneamento”, respectivamente.
Financiamento: diversificação é fundamental para sustentar os investimentos
No painel sobre estruturação de capital, João Lopes destacou o desafio de conciliar a necessidade constante de investimentos do setor com um mercado financeiro marcado por ciclos e volatilidade. “O desafio do saneamento não é de um ciclo eleitoral. É um desafio de uma geração”, afirmou.
Para o executivo, as empresas assumem compromissos de longo prazo com a sociedade ao vencer concessões e PPPs, e, por isso, os investimentos não podem depender das condições momentâneas do mercado financeiro. Nesse contexto, defendeu a diversificação das fontes de recursos, combinando bancos públicos, multilaterais, bancos comerciais e mercado de capitais, de acordo com as características de cada projeto.
Lopes citou como exemplos a atuação do BNDES no projeto da Iguá no Rio de Janeiro, e do BID, na concessão em Sergipe. O executivo ressaltou que, na Iguá, a estratégia também inclui a priorização de estruturas de Project Finance nos projetos mais recentes, permitindo maior segregação dos riscos, e uma avaliação mais clara dos ativos pelos investidores.
Ele afirmou ainda que a expansão do setor não pode depender exclusivamente de dívida: “para sustentar o ciclo de investimentos, é necessário combinar diferentes fontes de recursos, capital próprio e investidores de longo prazo, capazes de compreender o horizonte de maturação dos projetos de saneamento”.
Cadeia produtiva: previsibilidade e mão de obra são desafios centrais
No debate sobre a cadeia produtiva do saneamento, Paula Violante abordou os desafios para transformar o volume crescente de investimentos em obras e melhorias efetivamente entregues à população.
Para Paula, a área de suprimentos precisa assumir um papel estratégico dentro das companhias, considerando riscos como disponibilidade de equipamentos, prazos de fornecimento, dependência de itens importados e particularidades regionais.
“É fundamental que a gente deixe de olhar suprimentos como uma área específica, e que ela passe a estar dentro da nossa matriz de risco, inclusive do planejamento estratégico da empresa”, destacou.
A executiva também defendeu maior previsibilidade e integração de toda a cadeia produtiva, para que fornecedores possam antecipar demandas e planejar sua capacidade. Entre os desafios, citou prazos de fabricação e entrega, processos de licenciamento, capacidade das empresas de engenharia e, principalmente, a disponibilidade de mão de obra qualificada. Para enfrentar esse cenário, defendeu uma atuação conjunta entre empresas e instituições de ensino na formação de novos profissionais.
Paula ressaltou ainda que o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade para fortalecer a indústria nacional, desenvolver novos fornecedores, e ampliar a produção local de equipamentos e tecnologias.
Universalização exige atuação coordenada
As discussões dos dois painéis convergiram para um ponto central: o avanço da universalização exige mais do que recursos financeiros. É necessário preparar todo o ecossistema do saneamento: empresas, financiadores, fornecedores, construtoras, profissionais, reguladores e poder público para acompanhar o ritmo dos investimentos.
Enquanto João destacou a importância da diversificação das fontes de financiamento e da presença de investidores de longo prazo, Paula reforçou a necessidade de previsibilidade, qualificação profissional e fortalecimento da cadeia produtiva.
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Nosso diretor executivo Financeiro, João Luiz Guillaumon Lopes, e nossa diretora executiva Operacional, Paula Violante, representaram a Iguá nos painéis “Estruturação de capital e financiamento para a universalização” e “Resiliência da Cadeia Produtiva do Saneamento”, respectivamente.
Financiamento: diversificação é fundamental para sustentar os investimentos
No painel sobre estruturação de capital, João Lopes destacou o desafio de conciliar a necessidade constante de investimentos do setor com um mercado financeiro marcado por ciclos e volatilidade. “O desafio do saneamento não é de um ciclo eleitoral. É um desafio de uma geração”, afirmou.
Para o executivo, as empresas assumem compromissos de longo prazo com a sociedade ao vencer concessões e PPPs, e, por isso, os investimentos não podem depender das condições momentâneas do mercado financeiro. Nesse contexto, defendeu a diversificação das fontes de recursos, combinando bancos públicos, multilaterais, bancos comerciais e mercado de capitais, de acordo com as características de cada projeto.
Lopes citou como exemplos a atuação do BNDES no projeto da Iguá no Rio de Janeiro, e do BID, na concessão em Sergipe. O executivo ressaltou que, na Iguá, a estratégia também inclui a priorização de estruturas de Project Finance nos projetos mais recentes, permitindo maior segregação dos riscos, e uma avaliação mais clara dos ativos pelos investidores.
Ele afirmou ainda que a expansão do setor não pode depender exclusivamente de dívida: “para sustentar o ciclo de investimentos, é necessário combinar diferentes fontes de recursos, capital próprio e investidores de longo prazo, capazes de compreender o horizonte de maturação dos projetos de saneamento”.
Cadeia produtiva: previsibilidade e mão de obra são desafios centrais
No debate sobre a cadeia produtiva do saneamento, Paula Violante abordou os desafios para transformar o volume crescente de investimentos em obras e melhorias efetivamente entregues à população.
Para Paula, a área de suprimentos precisa assumir um papel estratégico dentro das companhias, considerando riscos como disponibilidade de equipamentos, prazos de fornecimento, dependência de itens importados e particularidades regionais.
“É fundamental que a gente deixe de olhar suprimentos como uma área específica, e que ela passe a estar dentro da nossa matriz de risco, inclusive do planejamento estratégico da empresa”, destacou.
A executiva também defendeu maior previsibilidade e integração de toda a cadeia produtiva, para que fornecedores possam antecipar demandas e planejar sua capacidade. Entre os desafios, citou prazos de fabricação e entrega, processos de licenciamento, capacidade das empresas de engenharia e, principalmente, a disponibilidade de mão de obra qualificada. Para enfrentar esse cenário, defendeu uma atuação conjunta entre empresas e instituições de ensino na formação de novos profissionais.
Paula ressaltou ainda que o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade para fortalecer a indústria nacional, desenvolver novos fornecedores, e ampliar a produção local de equipamentos e tecnologias.
Universalização exige atuação coordenada
As discussões dos dois painéis convergiram para um ponto central: o avanço da universalização exige mais do que recursos financeiros. É necessário preparar todo o ecossistema do saneamento: empresas, financiadores, fornecedores, construtoras, profissionais, reguladores e poder público para acompanhar o ritmo dos investimentos.
Enquanto João destacou a importância da diversificação das fontes de financiamento e da presença de investidores de longo prazo, Paula reforçou a necessidade de previsibilidade, qualificação profissional e fortalecimento da cadeia produtiva.