Programa da Iguá Rio já plantou mais de 85 mil mudas de mangue | Iguá SA

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Programa da Iguá Rio já plantou mais de 85 mil mudas de mangue

Programa da Iguá Rio já plantou mais de 85 mil mudas de mangue

15 de julho de 2026

Raízes que ajudam a filtrar a água, proteger as margens e servir de abrigo para diversas espécies voltaram a crescer no Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. Por meio do programa Juntos Pela Vida das Lagoas, a Iguá Rio já realizou o plantio de mais de 85 mil mudas de mangue na Zona Sudoeste do Rio.

Além de favorecer a retomada da biodiversidade, os manguezais desempenham um papel estratégico no enfrentamento às mudanças climáticas. Esses ecossistemas atuam como importantes sumidouros de carbono, sendo capazes de remover entre 6 e 8 toneladas de CO₂ por hectare ao ano, ao capturar o gás da atmosfera e armazená-lo no solo por meio de suas raízes.

As áreas reflorestadas já apresentam resultados concretos, com mudas em desenvolvimento saudável, regeneração natural da vegetação e o reaparecimento de espécies essenciais para o equilíbrio do ecossistema, como o caranguejo-uçá e o chama maré. Os crustáceos foram os primeiros animais a ocupar as novas áreas recuperadas, indicando o avanço gradual da biodiversidade na região.

As ações são conduzidas com consultoria do biólogo Mario Moscatelli, referência nacional em restauração de ecossistemas costeiros, que acompanha o projeto desde o início. O avanço do reflorestamento está diretamente associado à melhoria das condições ambientais das lagoas, contribuindo para a estabilização das margens e para a retomada das dinâmicas naturais do ecossistema.

“Os manguezais têm papel fundamental na preservação da biodiversidade e no equilíbrio ambiental das lagoas. Com o projeto Juntos pela Vida das Lagoas, estamos conduzindo um conjunto de ações integradas que unem saneamento, recuperação ambiental e infraestrutura para impulsionar a melhora do sistema lagunar da Zona Sudoeste”, afirma Lucas Arrosti, diretor de Operações da Iguá Rio.

Coletores de tempo seco evitam despejo de esgoto nas lagoas

Outra frente do projeto é a implantação dos coletores de tempo seco, responsáveis por interceptar o esgoto lançado irregularmente nas galerias pluviais e impedir que ele chegue aos rios e lagoas da região.

Atualmente, já são 24 pontos implantados no Arroio Fundo e no Canal das Taxas, evitando o despejo de cerca de 20 milhões de litros de esgoto por dia no sistema lagunar. A previsão é alcançar 54 pontos de coleta em toda a região atendida pelo projeto.

Retorno da fauna reforça recuperação ambiental

A melhoria das condições ambientais também favoreceu o reaparecimento de espécies de aves na região. A biguatinga (Anhinga anhinga), ave que nunca havia sido registrada formando ninho no Rio de Janeiro, voltou a ser observada na Lagoa da Tijuca. Desde o primeiro registro, mais de 18 indivíduos da espécie já foram identificados na região.

Após o início das obras de dragagem, outras aves também passaram a frequentar o sistema lagunar, como a garça-boiadeira, a garça-azul e o colhereiro, conhecido pela coloração rosa.
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